MEC GARANTE 70 MILHÕES PARA PROJETOS DE EXTENSÃO EM 2012

No 5º Congresso de Extensão Universitária, realizado em Porto Alegre durante os dias 8 e 11 de novembro, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, garante a liberação de 70 milhões para investimento em projetos de extensão para o exercício 2012. Em 2008, os recursos limitavam-se a 6 milhões.

Com o tema Políticas Públicas e Extensão Universitária, além do secretário, participaram do painel o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Alexandre Neto, o representante do Ministério da Saúde, José Carlos Brunelli e o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins, presentes também várias autoridades, a exemplo de pro - reitores de extensão e público em geral.

Apesar de em três anos o Ministério aumentou substancialmente o volume de recurso, na avaliação dos presentes, o valor destinado ainda é insuficiente para atender as demandas dos projetos de extensão, patamar que se encontra aquém dos destinados aos projetos de iniciação cientifica. E defende o secretário Luiz Cláudio: “a educação superior tem a dimensão do ensino, da pesquisa e da extensão; e, portanto, os programas devem ter uma atenção igualitária”. Considerando a dimensão do Brasil e da complexidade das necessidades, defende que a educação pública é um dever do Estado, mas não ver nenhum problema em apoiar projetos de extensão de instituições não públicas, a exemplo das Universidades comunitárias e privadas. E justifica: “Todas têm que prestar um bom serviço para a sociedade”.

Os dados do senso realizado recentemente pelo MEC demonstram que no Brasil existem 2.099 instituições privadas de ensino superior, enquanto as públicas somam somente 278. Em nível de pós-graduação, 8% são públicas e 20% são privadas. No país ainda existem mais de três mil municípios sem a presença do ensino superior. Isso demonstra a necessidade da escola melhorar e construir conjuntamente a relação academia e os serviços prestados à sociedade.

Entretanto, constata-se que a graduação não atende completamente todas as demandas da informação do novo profissional, visto que é por fora do mundo acadêmico que vida acontece. É preciso que ele tenha oportunidade de, acompanhado e supervisionado adequadamente, uma formação em áreas remotas. Visto que o egresso não pode ser somente um profissional tecnicamente competente, mas deve ser também um cidadão comprometido eticamente com uma nova sociedade.

No Brasil são 40 horas semanais que o aluno passa em sala de aula, enquanto que em Harvard é a metade desse tempo. Considerando que cada vez mais o jovem entra mais novo na Universidade, que tempo ele tem para assimilar o conhecimento?

Por isso, destaca-se a importância desse congresso de extensão, composto de palestras, painéis e cerca de 1500 trabalhos apresentados. Pela importância da extensão na formação do profissional, destaca-se a necessidade de definir um novo modelo de extensão no Projeto Político Pedagógico (PPP), identificando a característica da instituição de ensino superior, o perfil do aluno e a capacitação necessária destinada à formação do novo profissional, articulando igualitariamente o ensino, a pesquisa e extensão, dentro de uma visão sistêmica.